Financiamento Coletivo e Responsabilidade Social

Hoje em dia, diversos segmentos da sociedade vislumbraram no financiamento coletivo uma oportunidade de colocar em prática as ideias de trabalho que eles haviam criado e imaginado, mas que encontravam um gargalo muito evidente: a dificuldade financeira para sua implantação.

 

O surgimento do financiamento coletivo representou o pontapé inicial para a concretização de vários projetos interessantes e alguns nem tanto...

 

No financiamento coletivo você expõe uma ideia na forma de vídeos e materiais publicitários em um site especializado que concentra e apresenta esses projetos para o mundo. Através disso, as pessoas podem contribuir com quantias pré-definidas e receber em troca determinadas contrapartidas estipuladas no projeto.

 

Temos, portanto, a conjunção de um projeto de interesse ao financiador e da contribuição necessária para execução do projeto pelo seu criador. O melhor dos mundos. Ou não.

Essa forma de realização do projeto é muito interessante, mas traz consigo uma série de responsabilidades, caso venha a se concretizar. Mas falamos disso daqui a pouco. Antes pode ocorrer uma frustração. Em alguns casos, a não realização do projeto, devido à meta estipulada de arrecadação não ser atingida, não é a única decepção do proponente do projeto. Para a busca de parceiros para o projeto é necessário o maior número possível de informações sobre este, incluindo vídeos de apresentação e descrições detalhadas de ações, metodologias e resultados esperados. Isso abre a possibilidade de algum investidor que tenha o valor total de implantação do projeto realize um projeto "semelhante" sem ter que apoiar seu projeto, tendo como "inspiração" essa base de dados.

 

Mas vamos voltar ao cenário mais feliz, no qual o projeto apresentado alcança a verba estipulada para sua execução. Neste momento o site do financiamento repassa a verba estipulada, descontando seu percentual de gerenciamento, e o projeto segue adiante. Acredito que aqui se inicie uma questão muito importante: a Responsabilidade Social. Na maioria das vezes, muitas pessoas acreditaram no projeto, investiram e esperam seu sucesso com a devida seriedade. Deveria ser parte intrínseca do projeto alguma forma de gerenciamento coletivo do projeto e de prestação de contas para os investidores e de apresentação dos resultados, além das contrapartidas já citadas no projeto como recompensas para esses investidores.

 

Um movimento dos envolvidos neste tipo de modalidade, visando uma organização maior, uma normatização de uso, o desenvolvimento de um manual de orientações e boas condutas, e até a criação de uma plataforma de troca de conhecimentos e experiências para sobre essa nova modalidade, talvez ajude na diminuição de casos de abuso e de não cumprimento das metas propostas e contrapartidas mencionadas no projeto.

 

Quem sabe assim possamos aprimorar essa ferramenta que pode ser uma bela alavanca para projetos sociais sérios e extremamente necessários para a sociedade brasileira nos tempos atuais.

Rafael Lima

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